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Senador Omar Aziz será relator de PEC que propõe o fim da escala 6x1

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26/08/2026 18:17h

Senador Omar Aziz será relator de PEC que propõe o fim da escala 6x1

Parlamentar do PSD-AM afirma que buscará uma proposta capaz de equilibrar a rotina dos trabalhadores brasileiros

O senador Omar Aziz (PSD-AM) será o relator, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6x1. A definição foi acertada entre o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Segundo Omar Aziz, um dos principais objetivos será encontrar uma alternativa para tornar mais equilibrada a rotina dos trabalhadores. Atualmente, a jornada semanal é de 44 horas, mas o tempo dedicado ao trabalho, incluindo deslocamentos, faz com que muitos brasileiros permaneçam grande parte do dia fora de casa.

Otto Alencar informou que aguardará o cronograma de trabalho do senador amazonense para avaliar a possibilidade de votação da proposta durante o próximo esforço concentrado do Senado, previsto para ocorrer entre o fim de agosto e o início de setembro.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Omar Aziz afirmou que pretende apresentar seu parecer na quinta-feira (27). “Quero apresentar o relatório na quinta, para podermos votar na outra quarta-feira. Ainda vou analisar a proposta, não decidi se manterei ou não o texto da Câmara”, declarou o senador na segunda-feira (24).

O parlamentar não detalhou como deverá ocorrer a tramitação da PEC e afirmou que pretende dialogar com os líderes partidários para construir uma solução em torno da proposta, que estava sem avanços desde maio.

Ao comentar o debate, Aziz ressaltou que o tempo dedicado ao trabalho vai além das horas cumpridas dentro do local de serviço. Para o senador, deslocamentos, trânsito e outras atividades relacionadas à rotina profissional fazem com que muitos trabalhadores passem a maior parte do dia longe de casa.

A proposta prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, com a garantia de dois dias de descanso por semana. O texto aprovado pela Câmara estabelece um período de transição de até 14 meses para a implementação das mudanças, sem redução dos salários.