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Senado debate violência contra mulheres com deficiência

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27/09/2026 16:14h

Senado debate violência contra mulheres com deficiência

A Comissão de Direitos Humanos do Senado realizou debate sobre a violência sofrida por mulheres com deficiência. A audiência pública foi solicitada pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) e reuniu especialistas e representantes de organizações voltadas à defesa dos direitos das mulheres.

O debate teve como base dados do DataSenado e do Observatório da Mulher contra a Violência, que passaram a considerar especificamente a condição de deficiência na Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher.

Segundo os dados apresentados, mais de 4,4 milhões de mulheres com deficiência no Brasil já sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar praticada por um homem. O número corresponde a 38% das brasileiras com deficiência pesquisadas, enquanto entre mulheres sem deficiência o percentual registrado foi de 25%.

A pesquisa também indica que muitas vítimas sofreram a primeira agressão ainda jovens. Entre as mulheres com deficiência que relataram violência doméstica ou familiar, 36% disseram que a primeira agressão ocorreu até os 19 anos e 24% entre 20 e 29 anos.

Principais formas de violência

Nos episódios considerados mais graves, maridos ou companheiros representaram 65% dos agressores.

Entre os tipos de violência relatados, aparecem agressões psicológicas, morais e físicas.

Mara Gabrilli destacou que a combinação entre desigualdade de gênero e as barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência pode ampliar a exposição a situações de violência e dificultar o acesso a mecanismos de proteção.