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Rio celebra legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

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12/08/2026 15:39h

Rio celebra legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos

Prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) destaca avanços urbanos e esportivos uma década após os eventos realizados na cidade

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), ressaltou na quarta-feira (5) o legado deixado pelos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, realizados há 10 anos na capital fluminense. Segundo o prefeito, a realização dos eventos, durante a gestão de Eduardo Paes (PSD), contribuiu para transformar o Rio em uma referência em projetos de infraestrutura urbana e esportiva associados ao legado de grandes competições internacionais.

No início da preparação para os Jogos, estavam previstos 17 projetos de legado. Após a realização do evento, esse número chegou a 30. Atualmente, de acordo com a Prefeitura, os impactos dessas iniciativas continuam presentes na rotina dos cariocas e novos resultados seguem sendo registrados.

Como parte das comemorações, Eduardo Cavaliere inaugurou a exposição “O Amanhã Olímpico: Legado e Futuro”, no Museu do Amanhã, além de duas esculturas instaladas na área externa do espaço.

O prefeito destacou que as estruturas construídas para os Jogos permanecem integradas à cidade. “A gente está falando aqui de uma memória, um legado que segue vivo na vida dos cariocas. O legado olímpico não é algo que a gente guarda em uma caixa ou em um arquivo. A gente está falando aqui do BRT, do Terminal Gentileza, de quatro ginásios educacionais tecnológicos que foram feitos a partir das Arenas do Futuro. Isso tudo foi fruto de muito planejamento e, acima de tudo, de uma decisão feita pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil de fazer do Rio uma cidade preparada para os grandes eventos”, afirmou.

Prioridade

Entre a escolha do Rio como sede dos Jogos, em 2 de outubro de 2009, e a Cerimônia de Abertura, realizada em 5 de agosto de 2016, três princípios orientaram o planejamento da cidade: priorizar benefícios permanentes para os cariocas, reduzir o uso de recursos públicos e garantir instalações sustentáveis, evitando estruturas sem utilização posterior.

Segundo os dados apresentados pela Prefeitura, 70% dos investimentos municipais destinados à organização dos Jogos tiveram origem em recursos privados. Além disso, 63% do total aplicado pelo poder público no evento foi direcionado a projetos de legado.

Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgado em 2024 apontou que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 provocaram um impacto de R$ 99 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP) da cidade. O levantamento também estimou impacto de R$ 51,2 bilhões sobre o Produto Interno Bruto (PIB), R$ 5,3 bilhões em arrecadação de impostos e R$ 36,2 bilhões na renda das famílias.

Empregos e renda

A realização dos Jogos contribuiu para a criação de mais de 465,4 mil empregos na cidade do Rio de Janeiro e outros 167,8 mil postos de trabalho no restante do Estado. O impacto sobre a renda das famílias cariocas chegou a R$ 36,16 bilhões, enquanto outras famílias fluminenses receberam impacto estimado em R$ 13 bilhões.

Entre os principais resultados estruturais associados aos Jogos estão a revitalização da Zona Portuária, a implantação dos corredores de BRT, o VLT, o Terminal Gentileza, o Centro de Operações e Resiliência (COR), os Ginásios Educacionais Olímpicos (GEOs), a duplicação do Elevado do Joá, a expansão da rede hoteleira, o Parque Olímpico da Barra e o Complexo Esportivo de Deodoro.

A recuperação da Zona Portuária, que envolveu a requalificação de cinco milhões de metros quadrados, tornou-se um dos principais símbolos da transformação urbana promovida no período. A área, localizada na região central, passou por intervenções que incluíram a derrubada da Perimetral e a implantação do VLT, da Orla Conde, do Museu do Amanhã e do Museu de Arte do Rio, além da recuperação de patrimônios históricos, como o Cais do Valongo.

A implantação de um sistema integrado de transporte, com a conexão entre diferentes modais e a criação dos corredores de BRT e do VLT, também alterou a mobilidade urbana. A participação do transporte público de média capacidade passou de 18% antes dos Jogos para 65%, segundo os dados apresentados. Desde sua implantação, o sistema BRT já transportou 1,4 bilhão de passageiros e atualmente atende cerca de 615 mil passageiros.

Durante a inauguração da exposição sobre o legado olímpico, Eduardo Cavaliere destacou que os resultados ultrapassam os limites da capital fluminense.

“Essa conquista não foi só da cidade do Rio de Janeiro, essa conquista foi do Brasil. Nós conseguimos mostrar que uma cidade de um país em desenvolvimento foi capaz de ser a sede de todas as modalidades, com uma arquitetura nômade e a eficiência de recursos públicos. E temos um grande desafio pela frente. Se hoje a gente tá aqui para celebrar os 10 anos desse legado olímpico, a gente também está aqui para renovar o nosso compromisso de seguir defendendo o esporte brasileiro”, afirmou o prefeito.