Em artigo publicado no domingo (25) no site noticioso Brazil Journal, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), alertou que o Brasil precisa “virar a página do atraso, da ineficiência e da briga política alimentada por extremos que se retroalimentam”. Para ele, o País “tem uma população ansiosa por um novo período na nossa história, disposta a testar uma nova geração que trabalha para implementar uma gestão moderna, sem falácias”.
No texto, Ratinho Junior afirma que pensa “justamente o contrário” dos que “apostam num Estado inchado, ineficiente e pesado como forma de induzir o crescimento”. Para ele, são esses que “abraçam o populismo irresponsável como trampolim momentâneo, ignoram metas fiscais e abusam da imprudência contábil”. Sua visão, escreve, prevê “menos máquina pública, mais eficiência, menor interferência do governo na vida de quem produz e crescimento contínuo com estabilidade e segurança jurídica”.
De acordo com ele, é essa a fórmula que vem sendo aplicada no Paraná em seus sete anos de governo. “As escolhas muitas vezes são difíceis, mas o saldo final não deixa dúvidas: só há um caminho. Cabe ao governante eleito decidir se trabalha para a população ou para atender o corporativismo de sindicatos. Escolhi a primeira opção”, afirma.
O governador paranaense elencou também as principais medidas que adotou em suas gestões para tornar o Estado mais leve, mais eficiente e mais atrativo aos investimentos privados. Uma das iniciativas foi a venda da Sercomtel, companhia de telefonia que era “um símbolo de ineficiência: operava no vermelho e no final do mês sempre pedia socorro ao governo. Ora, qual a lógica de um Estado manter uma companhia de telefonia? Recebemos R$ 130 milhões numa ação muito bem sucedida”.
Ratinho Junior lembrou ainda que, para destravar a máquina e atrair investimentos, foi colocado em prática o maior programa de modernização logística da América Latina, com a concessão de seis lotes rodoviários que, alinhada com a união das estradas estaduais e federais, permitiu atrair R$ 60 bilhões em investimentos. Ele citou também a concessão de oito áreas que estavam inutilizadas no Porto de Paranaguá, a privatização da Copel, o investimento em três PPPs para acelerar a universalização do saneamento e outras medidas que contribuíram para que o PIB do Paraná dobre de tamanho entre 2018 e 2026. “Quando assumimos, era de R$ 440 milhões. Neste ano devemos bater R$ 800 milhões”, previu.
Ratinho Junior citou ainda outros exemplos de medidas saneadoras adotadas em suas gestões e conclui: “O Paraná está pronto para ajudar o Brasil a ter desenvolvimento sustentável sem interferência estatal (…). Precisamos libertar o País desse modelo fracassado e apostar num Estado menor e mais parceiro de quem gera emprego e renda”.