Gestão Raquel Lyra inicia nova etapa do Noronha Verde, programa que pretende transformar o arquipélago em referência internacional em transição energética
O arquipélago de Fernando de Noronha deu mais um passo no processo de substituição gradual de combustíveis fósseis por fontes renováveis de energia. A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, participou no fim da semana passada da entrega da primeira etapa do Projeto Noronha Verde, iniciativa desenvolvida em parceria com a Neoenergia Pernambuco.
O programa é considerado um dos maiores investimentos em transição energética já realizados no estado e tem como objetivo ampliar a geração de energia limpa no arquipélago, reduzir emissões de carbono e fortalecer a sustentabilidade ambiental da ilha.
“O dia de hoje marca o avanço na transição energética e na descarbonização de Fernando de Noronha. A Usina Noronha Verde anda ao lado do propósito do Governo de Pernambuco com a sustentabilidade, incentivando a geração de energia limpa. Um lugar só pode ser bom para os seus visitantes quando é bom para seus moradores”, afirmou Raquel Lyra.
A vice-governadora Priscila Krause também destacou o impacto ambiental e estratégico do projeto.
“Transformar Fernando de Noronha em exemplo mundial de transição energética passa por uma escolha ética que garante nosso presente e, mais ainda, nosso futuro”, declarou.
Atualmente, a maior parte da energia consumida em Fernando de Noronha ainda é produzida por meio de biodiesel na Usina Tubarão. Com a implantação da nova estrutura solar, o governo estadual espera reduzir significativamente a emissão de gases poluentes e ampliar a segurança energética da ilha.
Nesta primeira fase do projeto foram instaladas 4.800 placas solares, além do início dos testes de injeção de energia na rede elétrica local. A etapa entregue corresponde a aproximadamente 15% da capacidade total prevista para o empreendimento.
A expectativa é que a Usina Solar Noronha Verde seja concluída até o início de 2027. Quando totalmente finalizada, a estrutura contará com mais de 30 mil painéis solares e investimento superior a R$ 350 milhões.
Segundo o projeto, a usina terá capacidade de geração de 22 MWp e contará com sistemas avançados de armazenamento em baterias (BESS), com capacidade de 49 MWh. O volume energético produzido será equivalente ao consumo de cerca de 9 mil residências no continente.
Além da produção de energia renovável, o projeto busca aumentar a estabilidade do fornecimento elétrico no arquipélago, especialmente durante períodos de maior fluxo turístico, reduzindo a dependência de combustíveis transportados do continente para a ilha.
O administrador de Fernando de Noronha, Virgílio Oliveira, ressaltou os impactos positivos da iniciativa tanto para moradores quanto para visitantes.
“Além da questão ambiental, da redução da emissão do carbono, que por si só é importantíssima para a nossa ilha, também temos um ganho de infraestrutura espetacular. Isso vai dar um conforto de infraestrutura energética muito maior para os moradores e também para os turistas que visitam Noronha”, afirmou.
O avanço do Projeto Noronha Verde reforça as discussões sobre sustentabilidade, energia solar, descarbonização e transição energética no Brasil, temas que vêm ganhando espaço nas políticas públicas voltadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável.